O Fantástico perdeu a sua identidade

 

Já foi a época em que a guerra pela audiência aos domingos estava concentrada no período da tarde entre Gugu Liberato (SBT) e Fausto Silva (Globo), dois apresentadores que apostavam nos mesmos formatos, artistas populares e bandas com os sucessos do momento. À noite, era “Fantástico” de um lado e Silvio Santos do outro, com algumas mesas redondas pulverizadas nos concorrentes. O tempo passou …. e o cenário é totalmente outro. Hoje, o domingo tem programa de auditório das 11h às 23h59 em 4 emissoras e a necessidade por formatos importados é cada vez maior. À noite, o “Fantástico” concorre com Gugu Liberato, Silvio Santos e o Pânico na TV, três atrações que recorrem ao auditório e quadros populares. Para sobreviver nesse cenário de isolamento, a revista eletrônica da Globo buscou, mais do que nunca, diversificar sua pauta e se entregar a alguns formatos que fazem sucesso na concorrência: realitys shows e humor escrachado.

Será que o “Fantástico” realmente necessita de um reality com confinamento e eliminações para não perder audiência para o concorrente? A revista eletrônica já explorou o formato reality em outros quadros e conseguiu um bom resultado ao misturá-lo com jornalismo na série que mostrou a transformação de uma família, mas eliminar modelos num concurso de beleza parece meio exagerado, principalmente com a âncora do programa. Os mais velhos devem se lembrar da eleição das “Garotas do Fantástico” que aconteciam com votos através de telefonemas e, depois, da internet, mas as coisas são bem diferentes. Por que Patrícia Poeta tem que ser a versão feminina de Pedro Bial na condução de “Menina Fantástica”? Será a mais indicada? Por que esse formato na competição? Apenas algumas reflexões sobre este assunto.

Não defendo a ideia de que jornalista tem que ser apenas apresentador de telejornais e revistas mais sérias, mesmo porque comunicação está bem acima da notícia e um sorriso ou uma brincadeira não mata a credibilidade de ninguém, mas o fato é que Patrícia Poeta é muito melhor na condução de uma revista eletrônica do que para anunciar (sem expectativa e emoção) a eliminação de duas modelos. Além disso, o “Fantástico” precisa rever algumas coisas, entre elas o cara de pau francês, mais indicado para o “Pânico na TV”.

Por: José Armando Vannucci

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